Quanto te custa mesmo cada trabalhador por hora?
Não é o recibo a dividir por 176. São os 14 meses, a TSU, o seguro de acidentes, o subsídio de alimentação e as horas pagas que não são trabalho produtivo. Põe os teus números — a conta aparece à medida que escreves, aqui no teu dispositivo.
Põe os números de um colaborador
Referências de 2026 já preenchidas. Muda o que souberes — o resultado atualiza-se ao escrever.
Afinar as horas (dias, horas por dia, tempo não produtivo)
Porque é que a conta simples engana
«Mil euros a dividir por 176 horas» dá 5,68 € à hora. É o número que entra na maior parte dos orçamentos — e está errado em mais de metade. O trabalhador recebe 14 salários por ano, a empresa paga 23,75 % de TSU sobre todos eles, há seguro de acidentes de trabalho, subsídio de alimentação, EPI e medicina do trabalho. E das horas pagas, uma parte vai em deslocações, esperas, reuniões e formação. Divide o custo anual pelas horas que são mesmo produtivas e o número quase duplica.
Numa oficina, numa clínica, num restaurante ou numa empresa de serviços, é com este número que se define o preço, se decide uma contratação e se percebe se a equipa está a dar lucro ou a comê-lo. Sem ele, gere-se por sensação.
Esta calculadora é uma referência de gestão para orçamentar e decidir preços. O processamento salarial e o enquadramento fiscal são do contabilista certificado.
O que perguntam sobre esta conta
Porque é que o custo-hora real é maior do que o salário a dividir por 176?
Porque o salário são 14 meses por ano — os 12 mais o subsídio de férias e o de Natal —, a empresa paga 23,75 % de TSU sobre todos eles, há seguro de acidentes de trabalho e subsídio de alimentação, e as horas pagas não são todas horas de trabalho produtivo.
Que valores de 2026 usa a calculadora?
A TSU da entidade empregadora no regime geral, 23,75 %, e os limites de isenção do subsídio de alimentação: 6,15 € por dia em dinheiro e 10,46 € em cartão. O seguro de acidentes de trabalho e os outros custos são os que escrever — variam com a atividade e com a apólice.
Serve para a minha empresa, que não é de construção?
Serve. O cálculo é o do regime geral de um trabalhador por conta de outrem em Portugal — oficina, clínica, restaurante, escritório ou obra. O que muda de setor para setor é a percentagem de horas improdutivas e o valor do seguro, e ambos são campos que preenche.
E se eu for empresário em nome individual?
Esta conta é para quem tem trabalhadores por conta de outrem. Um ENI não paga TSU de entidade empregadora sobre si próprio nem subsídios a si mesmo, por isso o custo da sua própria hora calcula-se de outra forma — a partir do rendimento que precisa de retirar, mais os encargos próprios, a dividir pelas horas faturáveis.
O que acontece aos dados que escrevo?
Os números ficam no seu dispositivo: a conta é feita na própria página e nada é enviado enquanto não pedir o PDF. Se pedir o PDF, recebemos o nome, o telemóvel, o email e o número de trabalhadores para lhe enviarmos o cálculo e, se fizer sentido, falarmos consigo. Está descrito na política de privacidade.
Isto substitui o contabilista?
Não. É uma referência de gestão para orçamentar e decidir preços — a folha de salários, as declarações e o enquadramento fiscal são do contabilista certificado. Os dois números devem bater certo; se não baterem, há algo a corrigir numa das pontas.
O custo-hora certo é o primeiro número de uma gestão com margem
A seguir vêm os outros: a margem por trabalho, o custo real de cada cliente e o preço mínimo a que vale a pena dizer que sim. A BHADS instala isso como sistema — números, processo e cadência — em vez de entregar um relatório.
Se o que te interessa é o custo por obra e o ponto da equipa no telemóvel, isso é o RADAR, o nosso software de obra.